Exposições

1983

Neste ano fiz minha primeira exposição de fotografias no Teatro São Pedro – São Paulo-SP chamada “Solo e Companhia”, resultado de uma parceria com a bailarina e coreógrafa Cristina Brandini que desenvolvia um trabalho com o artista plástico Miguel Paladino. Cristina Brandini fez um trabalho muito arrojado e inovador, que não é datado, pois até hoje se montado o caráter inovador está presente. Nele acompanhei-a durante ensaios, improvisos e na apresentação do trabalho finalizado aconteceu a exposição no hall do teatro durante suas apresentações.

1984-1985

No final dos anos 70 início dos anos 80, o Brasil terminava o período da ditadura que lhe foi imposto, e uma certa felicidade tomava o coração de todos com a volta dos brasileiros do exílio e a democracia que começava a mostrar seu sorriso.
Com esta motivação e alegria eu fotografava shows das novas cantoras que surgiam na cena musical e viajava pelo Brasil fotografando oessoas de todos os níveis sociais, nos mais variáveis lugares, sobretudo as mulheres que estavam caladas por muitos anos.
O resultado deste trabalho, apresentei em duas grandes exposições – “Algumas Mulheres” na Casa da Mãe Terra, um local de muita vida em São Paulo nos anos de 1984 e 1985 e que posteriormente itinerou por diversas cidades do Brasil como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Salvador e do exterior New York (USA) e Barcelona (Espanha) e no ano seguinte “Faces do Meu Povo”, onde também novas questões políticas se impunham como a morte de Tancredo Neves, as “Diretas Já”…

Anos 90

Continuei trabalhando como foto-jornalista, mas outras questões iam se impondo cada vez mais fortemente em mim, como as questões da pintura, do desenho, da linha, da abstração e sentia uma necessidade vital de sair da realidade tão concreta e entrar mais na abstração, verificar as vicissitudes humanas, conhecer mais minhas emoções e minha alma. Com essas questões em mente foram surgindo novos trabalhos em forma de gravuras, desenhos, pinturas, etc.
Aconteceram algumas exposições, participei de alguns salões, mas nos anos 90 três novos trabalhos, frutos de acontecimentos bastante pontuais surgiram: “O Esfaqueado”, “Os Cobertorzinhos”, “Resíduos” (Penápolis – Itaú, Belo Horizonte, Mundo Mix-SP) onde pude acompanhar mais de perto a reação do público e o início do interesse de colecionadores, o que me assustou bastante pois era tudo muito novo neste universo.

2000 em diante

Novo milênio, o mundo cada vez mais próximo com sua globalização assustadora – não existem mais fronteiras e ao mesmo tempo existem novas, às vezes dissimuladas, outras intensamente marcadas, veladas.
O tempo muito veloz, novas e antigas questões tomam minha mente: filosofia, psicanálise, literatura, poesia, budismo, novas tecnologias, novas mídias, laptops, emails… em meio a isto surgem “Tulips” e “A Cor”.
Atualmente novos projetos estão em andamento, um com o uso da Fotografia novamente e outro só com lápis onde tento simplificar cada vez mais numa intensa tentativa de manter-me o mais próximo possível de mim mesma.